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Gejo – O Maldito
Gejo, 35 anos é um artista natural do povoado de Cabaceiras – Seabra (Bahia), residente em São Paulo e que ha tempos vem fortalecendo a cultura no Brasil
(em várias vertentes) não só por suas intervenções artísticas mas, também pelos projetos culturais que idealiza entre eles o “Free Art Fest (Exposição que distribui obras gratuitamente”, “Pixador (documentário)” e “sitio do tatu amarelo (centro cultural)“.
Hoje são incontáveis as participações do artista em exposições individuais e coletivas, além de ter seus trabalhos em galerias e coleções particulares em diferentes partes do mundo.
Gejo deu seus primeiros “rabiscos” no universo da arte em 1983, quando desenhava histórias em quadrinhos baseados em filmes e séries da época. Gejo que conheceu o Hip Hop em 1986, já foi dançarino de break, DJ e com apenas 12 fez seus primeiro contato com a pixação utilizando giz escolar e canetão. Na “época quente (89/91)“, como ele define, Gejo pintava todos os dias da semana e, até de pijama. Nessa época, ele chegou a pixar uma van da polícia de choque durante uma desocupação, além de vários trens. Em 1991, pichadores atacaram o Cristo Redentor e isso fez com que Gejo perdesse o estímulo pela pixação, por não conseguir superar tal feito, ficou um ano pensando em ir para os EUA pixar a estátua da liberdade, sem sucesso faz seu último rolê de pixo em 93, quando invadiu um banco e pixou o estacionamento por dentro e por fora, quando quase foi pego.
“Tento fazer da maneira mais simples, para mostrar para as pessoas que Graffiti é muito mais do que decorar muros e que qualquer pessoa pode fazer, é a arte mais democrática do mundo.”,
Apesar de abandonar a pixação, Gejo participou de uma oficina de stencil com Celso Gitahy, um dos pioneiros do stencil arte brasileiro e desde então, muitas oportunidades surgiram para que seu trabalho fosse compartilhado para outas pessoas através de suas oficinas de Graffiti realizadas em diversos locais, como escolas, ong’s, instituições públicas e particulares.
Inspirado em seus próprios sonhos, que como ele diz, teve que interpretar para criar um universo paralelo ao nosso, Gejo mistura isso a algumas filosofias artísticas, de alguns artistas como Basquiat, Haring, Jasper Johns, Andy Warhol, Dali, Granato, Siron Franco, Tunga e depois adapto a vida do povo ( peoples).
Em suas obras, Gejo utiliza colagens, stencil, canetão entre outros materiais para criar seus animais, personagens, esculturas e tudo aquilo que vier a mente, tornando suas obras originais e, com características bem brasileiras e reconhecidas no mundo inteiro. “Meu trabalho é mais de intenção do que de decoração. Não me preocupo com traços, regras, se escorre, se sujou... Foda-se! Só me preocupo com a história que está sendo contada em imagens. Tento fazer da maneira mais simples, para mostrar para as pessoas que Graffiti é muito mais do que decorar muros e que qualquer pessoa pode fazer, é a arte mais democrática do mundo.”, relata Gejo em entrevista ao site Bocada Forte (leia a entrevista na íntegra aqui).
No ano de 2000, Gejo criou a marca 9370 (nove três setenta), uma marca voltada para o público Hip Hop, Skate entre outros públicos.
No próximo sábado (22/10) irá acontecer a inauguração da exposição "Animais Marginais Invadem o Espírito Santo", do artista GEJO.
A entrada é gratuita e, a exposição fica até o dia 26 de Novembro na loja Working Hip Hop Shop, em Vila Velha.
Vale a apena conferir!

Mais informações sobre o artista:
Fotos: Arquivo pessoal Gejo






