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Cripta Djan

Escalar um prédio de 30 andares pelo lado de fora, assinar vários processos judiciais, escapar da morte entre outros “elementos”, fizeram e fazem parte da vida de Djan Ivson ou Cripta Djan como é conhecido mundo afora, tem 27 anos e metade deles foram dedicado a pixação.
Atualmente é um dos maiores divulgadores da pixação no Brasil e até no exterior, através de seus registros áudio visuais, debates e paletras. Cripta que em meados da década de 90, exatamente em 1996, iniciou sua escrita na pixação.
"...Comecei em 1996 com 12 anos ainda moleque, eu andava com um mano chamado RICA desde 1994, nós sempre aprontávamos varias coisas juntos, um dia ele me chamou para pixar, ele pixava OS ASSASSINOS, o nome era tão grande que muitas vezes nem cabia nos muros, nesse primeiro role que fiz com ele nós fomos pegos por um morador, já quase no fim do role, tomamos um banho tinta e já no primeiro role cheguei a minha casa toda pintado, daí fiquei revoltado e não parei mais de pixar...” – Diz Djan em entrevista ao NUNO DV (leia aqui a entrevista na íntegra).
De lá para cá muita coisa mudou na vida do Djan e no cenário da pixação nacional. Quase uma década e meia depois, dois filhos e muita correria, Djan parou de pixar e se encarregou de outra missão: registrar a pixação nomomento em que elas aconteciam. “100Comédia”,” Escrita Urbana” e “Pixo” são os principais registros feitos por ele que percebeu que toda a história da pixação estava sendo registradas apenas nas memórias de seus autores.
Através de seu trabalho de pintor de parede, levantou uma grana, comprou sua primeira filmadora e entrou de cabeça na produção dos vídeos, lançados em DVD. Isso fez com que o mundo todo tivesse mais conhecimento sobre a pixação, já que fotos e vídeos são publicados na internet e assim alcançam outros públicos, sejam eles praticantes, simpatizantes e até os que não apoiam essa manifestação.

Foto: Subsolo Art
Cripta Djan foi convidado para a 7ª Bienal de Berlim que acontecerá entre 27 de abril e 1º de julho de 2012. Em 2009, a convite da Fundação Cartier (uma das mais renomadas instituições artística da Europa) Djan foi á França, para participar de uma retrospectiva mundial sobre a história da arte de rua.
Foto: Subsolo Art
"A pixação não tem obrigação de respeitar nada na rua que não foi feito de forma ilegal"
Vila Madalena - foto: Blog do Nuno DV
No Espírito Santo, a cena da pixação é bem fraca e, chega até acausar espanto entre graffiteiros quando vê algum registro de pixação em lugares que representam riscos de vida, como os prédios. O Graffiti predomina sobre o estado do Espírito Santo, principalmente nos municípois da Grande Vitória e, isso faz com que seja praticamente zero, o confronto de rua entre graffiteiros e pixadores.
Tunel Av: Paulista - foto: Blog do Nuno DV
Em são Paulo é comum ver painéis de Graffiti atropelados por pixação e o próprio Djan já fez esse tipo de intervenção e esclarece que a pixação é uma ferramenta de protesto, um instrumento de questionamento e por isso atropelam Graffitis feitos com algum tipo de financiamento e autorização. Segundo ele, o Graffiti no Brasil é manipulado pelos burgueses e governo como uma maneira de cobrir e combater a pixação e que muitos grafiteiros aceitam essa posição com a desculpa de que precisam “pagar as contas”. Vender uma tela, fazer exposição em galeria é aceitável mas, atropelar trabalho de outros artistas de rua que arriscam as suas vidas para fazer uma simples assinatura, é intolerável. E complementa: A pixação não tem obrigação de respeitar nada na rua que não foi de forma ilegal.
Hoje Djan está rodando o país divulgando o documentário "Pixo" seguido de debate.
O Espírito Santo será o próximo estado a receber a visita do Cripta Djan no próximo dia 20 (saiba mais). Essa visita encerra a turnê de 2011.

Foto: Subsolo Art
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